Um comentário publicado por Rafael Selvagem, sobrinho da vice-prefeita de Lagarto, reacendeu o debate sobre a atuação política de Sérgio Reis durante as eleições de 2026.
Ao comentar uma publicação que questionava a tentativa do prefeito de assumir méritos pelos resultados eleitorais, Rafael afirmou que Sérgio teria sido um dos grandes incentivadores de Priscila Felizola, vice de Valmir de Francisquinho. Ele também citou a atuação do aliado de Sérgio, Dr. Gustavo, como advogado da campanha de Valmir, além de mencionar supostas articulações contra o senador Alessandro Vieira.
A declaração chama atenção porque, na reta final da campanha, ficou evidente o afastamento de Sérgio Reis em relação a Alessandro. O movimento teria provocado desconforto e conflitos dentro da própria base de Joãozinho de Solinha, justamente em um momento decisivo da disputa.
Nos bastidores, também circularam informações sobre uma possível aproximação de Sérgio com Valmir e seus aliados. Depois do resultado das urnas, porém, o prefeito passou a reivindicar participação nos resultados obtidos por candidatos que dizia apoiar.
O cenário fica ainda mais curioso quando analisado no segundo turno presidencial. Enquanto Sérgio Reis mantém apoio a Lula, seu irmão, o deputado federal reeleito Fábio Reis, declarou apoio a Flávio Bolsonaro.
Não há declaração pública de que essa divisão seja uma estratégia planejada. No entanto, o histórico político do grupo Saramandaia mostra que diferentes integrantes já mantiveram diálogo com campos políticos distintos, preservando pontes com diferentes grupos.
A sequência de movimentos levanta questionamentos sobre lealdade, coerência e compromisso com os próprios aliados.
No fim, fica a pergunta: quem esteve realmente ao lado dos candidatos quando a eleição ainda precisava ser vencida — e quem apareceu somente depois para reivindicar a vitória?


