O prefeito de Cristinápolis, Sandro de Jesus, vetou integralmente o Projeto de Lei nº 22/2026, aprovado pela Câmara Municipal, que retirava da legislação a exigência de ocupação mínima de 50% dos veículos para a oferta do transporte universitário gratuito.
De autoria do vereador Adelmo Gonçalo Dias dos Santos, a proposta tinha como objetivo eliminar o percentual mínimo de passageiros como condição para a disponibilização do serviço aos estudantes.
Segundo a justificativa apresentada pela Câmara, a exigência de 50% de ocupação vinha dificultando o deslocamento de universitários e criando obstáculos para que estudantes chegassem às instituições de ensino. O documento também aponta que a situação poderia comprometer a permanência de alunos no ensino superior.
O projeto aprovado pelos vereadores ainda mencionava uma decisão judicial relacionada ao transporte universitário, que determinou a manutenção do serviço e a oferta de alternativas nos casos em que a demanda não atingisse o percentual estabelecido.
Veto será analisado pela Câmara
Com a decisão do prefeito, o projeto retorna agora para apreciação da Câmara Municipal. Os vereadores deverão analisar o veto e decidir se o mantêm ou se buscam derrubá-lo, conforme os procedimentos previstos para a matéria.
A decisão poderá definir o futuro da exigência de ocupação mínima no transporte universitário oferecido pelo município.
Impacto para os estudantes
A discussão tem impacto direto sobre estudantes que dependem do transporte disponibilizado pelo município para frequentar cursos superiores.
Para parte dos universitários, principalmente aqueles que estudam fora de Cristinápolis, o transporte representa uma alternativa para reduzir os custos e viabilizar a frequência às aulas.
A manutenção da exigência de 50% de ocupação, portanto, continua sendo motivo de preocupação entre estudantes que dependem do serviço para chegar às instituições de ensino.
O debate agora será retomado no Legislativo Municipal, que terá a responsabilidade de decidir os próximos encaminhamentos após o veto do Executivo.


