Em apenas seis meses, o Hospital de Cirurgia escreveu um novo capítulo na história da saúde sergipana. Sob a condução da enfermeira e interventora judicial Márcia Guimarães, a unidade retomou os transplantes renais após 13 anos de interrupção no estado e realizou, pela primeira vez, transplantes de fígado em Sergipe. Desde janeiro, já foram contabilizados 27 procedimentos: 24 transplantes de rim e três de fígado.
Os resultados refletem um trabalho de reorganização da instituição, fortalecimento das equipes e investimentos em estrutura. Além das cirurgias, o Hospital de Cirurgia passou a oferecer uma linha completa de acompanhamento aos pacientes, desde a avaliação para ingresso na fila de espera até o pós-transplante. Cerca de 300 pessoas já foram avaliadas para o transplante renal, ampliando o acesso dos sergipanos a um tratamento de alta complexidade sem a necessidade de sair do estado.
Para Márcia Guimarães, cada transplante representa muito mais do que um procedimento realizado. “Como enfermeira, sei que por trás de cada transplante existe uma família inteira que volta a sonhar. Ver Sergipe retomar os transplantes renais e realizar, pela primeira vez, transplantes de fígado mostra que, quando existe planejamento, compromisso e uma equipe dedicada, é possível transformar a realidade da nossa saúde. Esse resultado é de todos que acreditaram no Hospital de Cirurgia.”
Os números confirmam essa transformação. Segundo o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), os 24 transplantes renais realizados pelo Hospital de Cirurgia em apenas seis meses já superam o total registrado em Sergipe entre 2018 e 2025. Mais do que um marco para a instituição em seu centenário, o resultado consolida o Hospital de Cirurgia como referência em alta complexidade e reafirma sua missão de permanecer ao lado dos sergipanos nos momentos em que eles mais precisam.





