Fibromialgia: Pacientes crônicos denunciam descaso e falta de medicamentos em Lagarto

Portadores de fibromialgia em Lagarto denunciam a falta de medicamentos essenciais, como a Pregabalina, por parte da Prefeitura Municipal. O problema, segundo os relatos, não atinge apenas quem convive com a fibromialgia, mas também pacientes com artrose e outras condições crônicas, que dependem do fornecimento público de medicamentos para manter a qualidade de vida.

Uma paciente que preferiu não se identificar por medo de retaliações procurou o Portal Hoje em Sergipe para relatar o descaso. De acordo com ela, mesmo após uma reunião recente com representantes da prefeitura, nenhuma providência efetiva foi tomada. “Não há remédio para fibromiálgicos, nem para quem sofre com artrose. A situação é de completo abandono”, disse.

O portal também teve acesso a prints de conversas em grupos de WhatsApp que reúnem pacientes com fibromialgia. Neles, os usuários expressam preocupação com a falta da médica reumatologista, única disponível na rede pública municipal. A profissional estaria participando de um congresso e não atenderia durante toda a semana. “A reumatologista não vem hoje (quarta) nem sexta”, lamentou uma das pacientes.

Entre os relatos, uma moradora expõe a falta de organização da Secretaria de Saúde na gestão da compra e distribuição da Pregabalina, medicamento de uso contínuo para muitos dos pacientes. “Lagarto precisa é de políticas públicas sérias. A Secretaria deveria saber quantas caixas precisa comprar por mês, porque tem o controle da quantidade de pacientes que fazem uso contínuo”, afirma.

Ela também critica a demora para conseguir atendimentos com especialistas e relata ter desistido de consultas com psiquiatra após grande espera. “A comissão que representa os pacientes precisa agir, mas todos nós também temos que nos mobilizar. Não dá para ficar esperando, é preciso cobrar”.

A denúncia reforça um cenário preocupante na saúde pública municipal: falta de planejamento, desabastecimento e ausência de políticas específicas para pacientes crônicos, o que compromete não apenas o tratamento, mas a dignidade de quem precisa de atendimento contínuo e humanizado.

- Veja mais