Lagarto perdeu um dos maiores investimentos privados da sua história — avaliado em aproximadamente R$ 400 milhões — devido às constantes divergências entre o prefeito Sérgio Reis e o grupo empresarial JAV/Maratá.
A relação conflituosa, alimentada pelo próprio prefeito com o grupo liderado por José Augusto Vieira, não é novidade para os lagartenses. O prédio da antiga FJAV, onde já deveria estar funcionando o Centro Administrativo do Município, continua parado simplesmente porque o atual gestor se recusa a utilizá-lo. Já no terreno da antiga Exposição, localizado no centro da cidade, estava projetado um shopping popular com expectativa de gerar mais de 1.500 empregos diretos — outro projeto paralisado por pura birra política.
Agora, a situação se agrava: a nova fábrica de biscoitos da Maratá, que estava prevista para ser instalada em Lagarto, foi levada para a cidade de Pilar, em Alagoas. O município alagoano receberá um gigantesco investimento, com previsão de gerar mais de 3.400 empregos diretos e indiretos. Para Pilar, desenvolvimento e renda. Para Lagarto, mais uma oportunidade desperdiçada por conta de picuinhas políticas.
O grupo JAV/Maratá é hoje um dos maiores conglomerados industriais do Nordeste, com forte atuação nos setores alimentício, agrícola, logístico e de bebidas. Sua presença em uma cidade representa crescimento, geração de empregos, aumento na arrecadação de tributos e fortalecimento da economia local.
Mas em Lagarto, infelizmente, a gestão municipal parece mais interessada em alimentar disputas pessoais do que construir pontes com quem quer investir e ajudar a cidade a crescer. E quem paga por isso é a população.





