O Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE) determinou o imediato cumprimento da decisão que cassou os diplomas do prefeito de Simão Dias, Cristiano Viana Meneses, e do vice-prefeito, José Renaldo Prata Sobrinho.
A decisão reconheceu a prática de abuso de poder econômico, cassou os diplomas dos dois eleitos, declarou ambos inelegíveis pelo período de oito anos e determinou a realização de novas eleições para prefeito e vice-prefeito de Simão Dias.
Com a determinação de cumprimento imediato, foram adotadas as providências necessárias para o afastamento de Cristiano e Renaldo dos cargos. Durante o período de transição, a Presidência da Câmara Municipal deverá assumir interinamente o comando do município, até que seja definido o novo processo eleitoral.
A decisão foi encaminhada nesta terça-feira (6) à 22ª Zona Eleitoral, que deverá adotar as medidas necessárias para o cumprimento da determinação.
Rompimento político ganha novo peso
A decisão também ocorre em um momento de rompimento político entre Cristiano Viana e José Renaldo. Embora ambos tenham sido atingidos pelas mesmas sanções eleitorais, a origem da condenação está relacionada aos fatos analisados pela Justiça Eleitoral durante o período que antecedeu as eleições de 2024.
Segundo o TRE-SE, entre os elementos considerados no julgamento estavam a realização de grandes eventos, como o Domingão da Gente e o Festival da Gente, além de estrutura profissional, divulgação em diferentes meios de comunicação, distribuição gratuita de alimentos e bebidas e elementos de identificação associados à futura candidatura.
Para Renaldo, a decisão ganha uma dimensão política particular. O vice-prefeito, que atualmente está rompido com Cristiano, também sofre as consequências jurídicas de uma condenação que atingiu a chapa eleita em 2024.
Assim, além do afastamento do cargo, a inelegibilidade por oito anos representa uma restrição relevante para os planos políticos de Renaldo, especialmente porque sua situação decorre de uma decisão que alcançou toda a chapa, mesmo em meio ao atual distanciamento político entre os dois.


