Sérgio Reis autoriza licitação que pretende gastar R$ 31 milhões e expõe contradições e descontrole na gestão de Lagarto

A recente publicação do Pregão Eletrônico nº 36/2025, assinada pelo prefeito Sérgio Reis, gerou perplexidade em Lagarto. O edital prevê a contratação de uma empresa para modernização da iluminação pública no valor de R$ 31.678.110,80, um montante considerado fora da realidade financeira do município.

O contraste é gritante. Enquanto a atual gestão alega dificuldades orçamentárias, corta salários e justifica medidas de contenção com base na Lei de Responsabilidade Fiscal, anuncia uma licitação milionária que supera e muito os gastos da última gestão com o mesmo objetivo.

Só para comparar: entre 2021 e 2024, a Prefeitura destinou R$ 8.877.551,20 ao mesmo tipo de serviço, somando quatro anos. Agora, Sérgio Reis pretende gastar quase quatro vezes mais de uma só vez.

A discrepância se torna ainda mais evidente quando comparada a outros municípios sergipanos de porte semelhante. Em Nossa Senhora do Socorro, por exemplo, o valor licitado em 2021 para melhoria e expansão da iluminação pública foi de R$ 11,5 milhões. Já Itabaiana, realizou contrato semelhante com valores bem abaixo dos R$ 10 milhões.

Ou seja, Lagarto pretende gastar quase o triplo de Socorro e mais que o triplo de Itabaiana, sem qualquer justificativa técnica plausível.

A alegação de “eficiência energética” e “modernização urbana” contida no edital soa inconsistente diante de um custo tão elevado e de uma administração marcada por cortes e falta de planejamento. A população pede um reforço estrutural na iluminação, todavia, é necessário transparência e explicação de um montante elevado como esse.

Em um município que vive sob o discurso de austeridade, um contrato de R$ 32 milhões em iluminação pública não é apenas contraditório — é um retrato fiel da má gestão e do descompromisso com o dinheiro público.

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