A sessão desta quinta-feira (23) na Câmara Municipal de Lagarto expôs mais uma vez a falta de democracia que têm marcado as decisões da atual gestão legislativa. A maioria dos vereadores, sob a orientação do líder do prefeito, rejeitou dois requerimentos apresentados pela oposição que buscavam dar voz à população e aos servidores públicos.
As propostas solicitavam que a Casa convidasse o advogado André Kazukas para explanar sobre o Concurso Público de Lagarto, tema que tem gerado questionamentos e insegurança entre os candidatos e também o presidente do SINDLAGARTO, Genildo Oliveira, juntamente com o tesoureiro Uilson Bonfim, para tratar sobre o Dia do Servidor Público e as demandas da categoria.
Apesar de tratarem de assuntos de claro interesse público, os dois requerimentos foram rejeitados por maioria, sob orientação direta do governo municipal. O resultado foi interpretado como mais um golpe contra a transparência e a liberdade de debate dentro da Câmara.
Enquanto as pautas da oposição são sistematicamente barradas, quando o convite parte da base aliada ao prefeito, o tratamento é completamente diferente. As votações ocorrem na hora, sem aviso prévio, e apenas os governistas sabem de antemão o que será deliberado, deixando a oposição de fora — numa clara demonstração de autoritarismo e manipulação do processo legislativo.
Para quem acompanha as sessões, o cenário é de uma Câmara transformada em extensão do gabinete do prefeito, onde prevalece o que é conveniente ao Executivo e a pluralidade de vozes é silenciada
Vale ressaltar, que o presidente da casa, Washigton da Mariquita, foi um dos responsáveis pelo processo que barrou a convocação dos aprovados no concurso e agora, rege mais uma vez, uma “orquestra” que ao invés de dar voz, silencia!





