Em Lagarto, o livro dos recordes acaba de ganhar um novo postulante. E, infelizmente, a façanha não é motivo de orgulho para os mais de 100 mil habitantes do município. Em menos de 10 meses de mandato, o prefeito Sérgio Reis conseguiu uma proeza digna do Guinness Book: ser cassado pela Justiça Eleitoral e, ao mesmo tempo, levar o município a um colapso administrativo e financeiro sem precedentes.
Em menos de um ano, Lagarto foi do entusiasmo de uma falsa esperança à estagnação. E não é este portal que afirma — são os números, os contratos e as próprias decisões do prefeito que comprovam o desastre em curso.
Cassado por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024, Sérgio Preferiu continuar escrevendo novos capítulos de um jeito torto— e o enredo virou uma tragédia.
Sem qualquer planejamento, o gestor enviou à Câmara uma sequência de reformas administrativas, cada uma criando novos cargos comissionados para todos os “gostos e apadrinhamentos”. Pela primeira vez na história de Lagarto, todas as secretarias municipais passaram a ter secretários adjuntos — cada um recebendo mais de R$ 7 mil por mês. Um recorde? Sim. Mas de desorganização.
Enquanto os servidores públicos e os aprovados no concurso assistiam à farra de cargos, os contratos emergenciais viraram rotina, especialmente na Secretaria de Saúde. A empresa AMIP, por exemplo, teve sua “emergência” renovada duas vezes, sem licitação e sob justificativas frágeis. Outro caso que chamou atenção foi o contrato da casa onde hoje funciona a Secretaria de Assistência Social. Um familiar do secretário da Fazenda Caíque Vasconcelos recebeu durante quatro meses o pagamento pelo aluguel do imóvel — onde nada funcionava. Somente após denúncias públicas, o prédio passou a ser ocupado.
E, para completar o festival de gastos, veio… o Festival da Mandioca. Mais de R$ 20 milhões em recursos públicos foram torrados em shows, estruturas e contratações questionáveis — enquanto postos de saúde são sufocados com insegurança, falta de estrutura e de profissionais — qualificados!
Na última terça-feira (6), o roteiro chegou ao clímax. Em uma reunião de portas fechadas com sua cúpula, Sérgio Reis admitiu o que já era evidente: as finanças do município estão em colapso. E, como resposta à própria gestão desastrosa, o prefeito determinou a demissão em massa de mais de 400 servidores comissionados. O município, que já vinha cambaleando, agora afunda de vez. Em menos de um ano, Sérgio conseguiu o inimaginável: ser cassado, desmoralizado e deixar Lagarto quebrada, financeiramente e moralmente.
Enquanto os cargos sumiram e os cofres esvaziam, a população paga o preço. Serviços básicos minguam, obras travam e a confiança no poder público se esvai.
O “prefeito recordista” pode até não entrar oficialmente no Guinness Book, mas já garantiu seu lugar no livro negro da história política de Lagarto.





