O prefeito Sérgio Reis acaba de mostrar, mais uma vez, que sua prioridade não é o povo de Lagarto, mas sim aumentar a arrecadação a qualquer custo, mesmo que isso signifique sufocar os mais pobres. Em uma manobra agressiva, ele enviou à Câmara de Vereadores o chamado “pacote da maldade”, aprovado por maioria, que empurra a cobrança do IPTU para os povoados do município a partir de 2026.
Para preparar esse golpe contra as famílias da zona rural, Sérgio Reis não mediu gastos: contratou, por mais de R$ 5 milhões, uma empresa para realizar o georreferenciamento do município. O resultado do contrato milionário foi simples: um mapa completo de potenciais pagadores de imposto, incluindo povoados como Colônia Treze, Jenipapo, Brasília e Brejo, que historicamente nunca pagaram IPTU. Ou seja, enquanto Lagarto continua enfrentando problemas graves na saúde, na infraestrutura e nos serviços básicos, o prefeito preferiu gastar milhões apenas para encontrar um jeito de arrancar mais dinheiro da população.
A aprovação das novas alíquotas abre caminho para que mais de 30 mil famílias, até então isentas, passem a receber boletos de IPTU. Sérgio Reis vendeu a ideia de que haveria isenção para quem recebe até um salário e meio, mas a medida é quase simbólica: em comunidades carentes, muitos casais têm renda assalariada e ficam de fora do benefício. Na prática, a conta vai recair justamente sobre aqueles que mais lutam para sobreviver.
A revolta já tomou conta das ruas e das redes sociais. O vereador Fernando Moura classificou o projeto como um verdadeiro “pacote da maldade” contra os povoados, enquanto a vereadora Fabiana lembrou que a isenção prometida não contempla muita gente. Mas os ataques não param: veículos de comunicação alinhados ao prefeito têm tentado desqualificar os quatro parlamentares que tiveram coragem de votar contra.
O que se vê é um prefeito que prefere agir como cobrador de impostos do que como gestor público. Em vez de investir em saúde, educação e assistência social, Sérgio Reis usa o peso da máquina pública para explorar a população. Ao transformar o IPTU em arma contra os moradores da zona rural, ele mostra claramente qual é o seu projeto de governo: arrecadar mais, custe o que custar, mesmo que o preço seja o sofrimento das famílias de Lagarto.
Sérgio Reis prometeu cuidar da cidade. O que entregou foi um presente indigesto: um IPTU forçado sobre comunidades que já vivem no limite. Esse é o legado de uma gestão que, no lugar de soluções, prefere impor cobranças. E a pergunta que fica é: até onde o prefeito está disposto a ir para encher os cofres da prefeitura, mesmo que seja às custas do povo que ele jurou representar?





