O prefeito de Lagarto, Sérgio Reis, vive talvez o pior momento de sua trajetória política. Em menos de um ano de mandato, acumula escândalos, enfrenta processos na Justiça Eleitoral e amarga uma aprovação popular considerada baixa para quem ainda deveria surfar na chamada “lua de mel” com a população.
Em meio às denúncias de licitação milionária para buffet e salgadinhos, às acusações de fraude no PSS para diretores de escola e, sobretudo, à decisão judicial que cassou ele e sua vice por abuso de poder econômico na campanha de 2024, Sérgio tentou contra-atacar divulgando uma pesquisa de satisfação. O tiro, no entanto, pode ter saído pela culatra.
Segundo o levantamento, apenas 53% dos lagartenses aprovam sua gestão. Para especialistas em política, esse número é decepcionante para uma administração tão nova:
“Quando um novo governo toma posse, costuma haver um período de ‘bonança política’: boa vontade da população, menos críticas automáticas, esperança de mudanças. Nesse momento, índices de aprovação ficam geralmente acima dos 60%, justamente por esse ‘capital político’ inicial. Um percentual abaixo disso, tão cedo, já acende sinal de alerta”, analisam.
A pesquisa que o prefeito tentou vender como trunfo acabou reforçando a percepção de que a confiança no seu governo está derretendo em ritmo acelerado. Promessas feitas em palanque ainda não foram cumpridas, áreas essenciais como saúde e educação seguem sofrendo, e a população demonstra impaciência com os rumos da cidade.
O que se vê, portanto, é um prefeito acuado: de um lado, pela Justiça; do outro, pela opinião pública que já dá sinais claros de desgaste. O “capital político” que deveria ser combustível virou peso, e Lagarto assiste a uma gestão que, ao invés de avançar, parece correr contra o tempo para sobreviver.





