Presidente do Lagarto FC quebra o silêncio e expõe falta de apoio prometido pela Prefeitura

O diretor financeiro do Lagarto Futebol Clube, Marquinhos Andrade, quebrou o silêncio na manhã deste domingo (13) e escancarou a ausência de apoio financeiro por parte da gestão do prefeito Sérgio Reis. A declaração reforça o sentimento de abandono que parte da torcida já vinha manifestando, especialmente após a última vitória do time contra o Sergipe, pela Série D do Campeonato Brasileiro.

No dia 10 de janeiro, a Prefeitura de Lagarto publicou uma nota oficializando apoio logístico ao clube e prometendo um repasse financeiro assim que fosse superada a “crise econômica” enfrentada pelo município — na época, justificada com a decretação de estado de emergência.

No entanto, a situação mudou: o estado de emergência foi encerrado em maio, e os gastos com festas públicas já ultrapassam os R$ 20 milhões, conforme divulgado em portais de transparência e em matérias anteriores. Enquanto isso, o Lagarto FC, que representa o município em cenário nacional, continua sem receber o apoio prometido.

Em resposta a comentários de torcedores nas redes sociais, Marquinhos foi direto:

“Até o momento, nenhuma [ajuda]. A justificativa era o estado de emergência, que acabou em maio. O clube está aguardando o apoio da gestão municipal.”

O dirigente também detalhou as dificuldades financeiras enfrentadas:

“Sem contar a dificuldade financeira que o clube vem enfrentando, pois foi decretado estado de emergência em janeiro/2025, acabou em maio/2025, e até o momento o município não fez nenhum repasse referente ao patrocínio ao clube.”

A indignação da torcida aumentou após a vitória sobre o Sergipe, quando muitos torcedores relataram a falta de transporte disponibilizado pela Prefeitura para acompanhar o jogo. Sem apoio institucional, muitos precisaram arcar com os custos por conta própria, alugando veículos ou se deslocando em carros particulares.

A crise de apoio ao futebol lagartense, mesmo diante de uma boa campanha na Série D, levanta questionamentos sobre as prioridades da atual gestão. A comunidade esportiva e os torcedores aguardam respostas — e, principalmente, ações concretas.

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