A atual secretária municipal de Gestão das Licitações, Contratações e Logística, Karina Calasans, voltou a pedir exoneração do cargo — menos de dois meses após assumir a pasta. Esta é a segunda vez que Karina deixa um posto de primeiro escalão na gestão do prefeito Sérgio Reis: ela também pediu afastamento do cargo de secretária de Finanças, onde permaneceu por apenas dois meses no início do governo.
A nova saída de Karina levanta sérios questionamentos sobre os bastidores da administração municipal. Afinal, o que ela viu e não concordou? Quais os motivos reais por trás de sua desistência dupla?
Karina assumiu o comando da pasta de Licitações após a saída – também misteriosa – de Rafael Borba, servidor que ficou marcado por assinar diversos contratos emergenciais durante o período em que o prefeito decretou situação de emergência financeira no município — medida que gerou forte repercussão e críticas devido à falta de transparência e ao alto volume de gastos.
A instabilidade não para por aí. Além de Karina, dois outros servidores também pediram exoneração recentemente da mesma secretaria:
Weslley Gregory Santana Ribeiro, que ocupava cargo comissionado (EM 05); Carla Cristina Almeida Santos, também comissionada, deixou seu posto na estrutura da Secretaria Municipal de Gestão das Licitações.
As demissões em cadeia indicam fragilidade interna e possível desorganização administrativa em uma das pastas mais sensíveis da gestão pública: aquela responsável pelas compras, contratos e licitações.
Diante do cenário, a população pergunta:
Por que tantos abandonos num setor tão estratégico?
Falta de autonomia? Descontentamento com a condução política? Ou há algo mais sério acontecendo?
A gestão Sérgio Reis, que já enfrentava desgaste por gastos milionários com festas e contratos emergenciais polêmicos, agora lida com um novo sinal de alerta: a debandada dos próprios aliados técnicos.






